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É FALSO que a radiação do celular pode causar câncer nos usuários

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É FALSO que a radiação emitida pelos celulares possa causar câncer nos usuários. O fato de os smartphones serem utilizados muitas vezes próximos à cabeça, aliado à emissão de radiofrequência desses dispositivos, faz com que essa informação equivocada se espalhe entre as pessoas.
A radiação emitida pelos celulares está na faixa de radiofrequência do espectro eletromagnético. Enquanto os aparelhos 2G, 3G e 4G emitem sinais entre 0,7 e 2,7 GHz, aqueles que usam a tecnologia 5G operam em torno de 3,5 GHz no Brasil, segundo a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).
Todas essas frequências se enquadram na faixa não ionizante do espectro eletromagnético. Isso significa que a energia liberada é de baixa intensidade, sem força suficiente para quebrar ou danificar o DNA.
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A título de informação, aparelhos de rádio, TV e até fornos de micro-ondas também emitem radiação não ionizante, mas não oferecem risco à saúde humana.
Espectro eletromagnético

Radiação emitida por celulares, aparelhos de rádio e TVs não são ionizantes (Reprodução/FDA)

Absorção de radiação pelo corpo humano​

O corpo humano absorve a radiação de radiofrequência não ionizante emitida pelos smartphones, mas sem efeitos biológicos nocivos comprovados.
Uma pesquisa conduzida pela Anatel analisou a taxa de absorção específica (SAR – Specific Absorption Rate) em dispositivos homologados pela agência. O resultado mostrou que os valores ficaram abaixo do limite máximo de 2 W/kg (watts por quilograma) para a região da cabeça e do tronco, estabelecido pela Organização Mundial da Saúde (OMS).
O estudo — baseado em 12 mil medições de SAR em celulares — revelou que, em aparelhos 3G, a média foi de 0,428 W/kg. Já para os de tecnologia 2G, o valor médio foi de 0,341 W/kg, e para o 4G, 0,291 W/kg. O levantamento não incluiu aparelhos 5G.
“Os resultados mostram que o aumento da capacidade de transmissão de informações, resultante da evolução das tecnologias móveis (2G, 3G, 4G), não está associado a maiores níveis de emissões de radiação não ionizante”, destacou a agência reguladora.
Pessoa falando no celular

Corpo humano absorve radiação de radiofrequência, mas sem impactos nocivos à saúde (Pexels/RDNE Stock project)

Risco está na radiação ionizante​

Ao contrário da radiação não ionizante, a radiação ionizante representa riscos quando em contato direto com seres humanos, pois possui frequência mais alta e energia suficiente para danificar o DNA.
Raios X, radônio e raios gama estão entre as formas de radiação ionizante que podem causar alterações genéticas e aumentar o risco de câncer em humanos, segundo o Instituto Nacional do Câncer dos Estados Unidos.
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Fonte: Canal Tech
 
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